Se nos lembrarmos que Jorge Silva Carvalho foi nomeado director do SIED no auge do socratismo, em 2008, quebrando-se aliás uma tradição de só serem nomeados diplomatas para o posto, talvez se possa reler e reescrever o que se passou no célebre caso das escutas de Belém, em que, mais uma vez, se procurou ridicularizar o Presidente da República, numa campanha sem precedentes, que incluiu a publicação de alegados emails privados de um jornalista do "Público" em que era envolvido o nome de Fernando Lima. Hoje, no CM, o antigo assessor de imprensa e actual consultor do Presidente da República, uma das vítimas directas do caso, não se surpreende, bem pelo contrário, que o seu nome e o de outros "homens do Presidente" estejam nas fichas da famosa lista de contactos do telemóvel de Silva Carvalho. A história talvez precise de voltar a ser investigada.