O fim da crónica de Pedro Rosa Mendes na Antena 1 parece ser mais um episódio preocupante para as liberdades de expressão e de imprensa em Portugal. É verdade que a administração da RDP diz desconhecer a história e que a direcção de informação acrescenta que a série de crónicas de Rosa Mendes e de outros colaboradores nas mesmas condições iria terminar no final deste mês de Janeiro. Mas isso não chega para me sossegar, como nunca me sossegaram as explicações para episódios semelhantes ou muito mais graves de tentativa de controlo e silenciamento de meios de comunicação social durante os últimos seis anos de Governo Sócrates. Ao contrário do que acontece com alguns recém-chegados que sempre estiveram calados e que até tentaram ridicularizar - a velha arma da propaganda socrática, apoiada pelos habituais palhaços e comensais de serviço - quem denunciou e se revoltou contra as interferências do anterior Governo. Sejam bem-vindos, por isso, à defesa da liberdade de imprensa em Portugal.
Parece que “este tempo” chegou ao fim...
Engane-se, quem alguma vez pensou que foram as palavras arrojadas pelo jornalista Pedro Rosa Mendes no passado dia 18, que conduziu ao final repentino do programa “Este Tempo” na ANTENA 1. Existe um grande erro nesta matéria, pelo que tentarei explicar a verdadeira razão.
As palavras meritórias do Pedro, foram evidentemente o melhor instrumento público, de justificação ao encerramento abrupto do programa. Mas este foi simplesmente o bode expiatório desta história que indigna o ouvinte mais insensível às indignações de ... “este tempo”.Vendo bem, e de preferência com óculos de massa, o verdadeiro alvo a atingir quando se decidiu extinguir o dito programa foi apena um: a “pensadora revolucionária e mediadora” Raquel Freire, realizadora nos tempos livres. Entre todos os intervenientes no programa, esta é sem dúvida a que consegue elevar melhor as suas palavras ao “nada”, num preocupante e repetitivo chocalhar de ideias, despejadas de conteúdo. Este “nada” previamente estudado e seguramente pensado dentro de uma estratégia revolucionária com alcance de nível Mundial, começou a atormentar a vida e as familias dos senhores do mundo.
Segundo informações fidedignas, numa cooperação entre o Pentágono, a CIA e a NASA, onde as traduções são feitas por um açoreano que evita desta forma a deportação, ficou demonstrado que Sra Freire através das suas crónicas políticas radiofónicas, conseguia conceber na atmosfera pessoal um “buraco negro” idiológico imensurável. O fenómeno em parte inquietante consubstanciava silenciosamente, não apenas às consciências obtusas dos portugueses mas, uma panóplia de residuos e poeiras perdidas na atmosfera, originando, sem qualquer originalidade, um aglomerado de novos burgueses de esquerda “SOARISTAS”, sem soluções continuamente vazios e além disso de ideais precários.
Após o alerta e lógicamente preocupados com a futuro da bovinidade portuguesa a direcção da RDP e alguns administradores, do qual eu tive o previlégio de fazer parte, decidimos por unanimidade encerrar o programa. Lamentamos aqui a perda do excelente profissional Pedro Mendes, para poder não lamentar a vitória sobre o “nada”.
...outra coisa! A censura em democracia é relativa, se tentarmos comentar um artigo no Blog 5 dias, escrito pela camarada Freire podemos ter a sorte de este não ser publicado. Porque será?