Uma maioria absoluta para vencer a crise e a "campanha negra"
Fotografia de Pedro Azevedo/Sojormedia
Em Espinho, arrancou, oficialmente, a campanha eleitoral do PS. Sócrates pediu a maioria absoluta, o congresso levantou-se em êxtase: só o PS pode vencer a crise e só o povo pode vencer a "campanha negra" - é esta, simplificada, a mensagem do PS para a campanha eleitoral de 2009. "Há um combate decisivo a travar pela decência na nossa vida democrática. E também estou aqui para não deixar que vençam aqueles que fazem política com as armas da calúnia e ataques pessoais", disse Sócrates e com isso prometendo que, para lá da crise internacional, o caso Freeport - aliás nunca nomeado expressamente - vai ser uma peça decisiva para a campanha socialista.
O secretário-geral dramatizou até ao limite a investigação do Ministério Público, suscitada por uma carta anónima: "Não podemos consentir que a democracia se transforme num terreno propício a campanhas negras"; "os portugueses sabem bem que desde a campanha de 2005 aqueles que não me conseguem vencer" desencadeiam "sucessivas campanhas negras para atacar a minha honra e a minha dignidade". Está dado o mote socialista para o resto do ano - uma maioria absoluta contra "a democracia do vale tudo, das calúnias e dos ataques pessoais" e "uma liberdade livre de infâmia".
Âssim sendo, para "uma liberdade livre de infâmia", vote PS. "Numa democracia quem governa é quem o povo escolhe. Não é um qualquer director de jornal com a sua campanha. Não é uma televisão com as suas manipulações. Não é um cobarde que se entretém a escrever cartas anónimas".
A mensagem é evidente. A sério, a sério, conta "a justiça popular". "É por isso que aqui estamos. Quem escolhe o Governo é o povo, porque em democracia é o povo quem mais ordena". O Congresso ficou eufórico. O Ministério Público que investiga o Freeport e a carta anónima foi confrontado, neste processo, com um novo advogado.
{Ana Sá Lopes}

