Sábado, 19 de Junho de 2010
Uns senhores e umas senhoras próximas do poder em Portugal, onde se contavam alguns anónimos bem colocados, tinham vários blogues em rede onde defendiam as suas causas, incluindo os postos de trabalho, actuais e/ou futuros. Um dia convidaram um professor que já antes citavam para o blogue central de apoio ao partido que estava no poder - e daí em diante foram muitos felizes e até o elogiavam como um génio iluminado e apoiavam com muitas palmas e diziam esfola quando ele tentava matar quem não estava de acordo com eles. Chegaram até a aliciá-lo com lugares no poder ou com colunas nos jornais, que iam tentando arranjar, de uma ou de outra forma, utilizando os contactos que tinham ao dispor.
Infelizmente para os senhores e as senhoras próximas do poder em Portugal a relação não foi para sempre - porque o professor, a certa altura, saiu do blogue central de apoio ao poder. Pior, começou a escrever o que lá se passava - e eram histórias que envergonhavam qualquer um. Os senhores e as senhoras próximas do poder em Portugal ficaram aflitos e uma vez que era difícil desmentir as mensagens procuraram desacreditar o mensageiro. Mas a verdade é que foram eles - os senhores e as senhoras no poder em Portugal - que partilharam o tal blogue central com o professor e que o aplaudiram sempre como um génio iluminado, enquanto foi útil às suas causas, incluindo os postos de trabalho, actuais e/ou futuros. Não há moral nesta história.
Bravo. O Carlos merece!
De João a 24 de Junho de 2010 às 12:04
PPM
Tendo assistido à novela C. Santos com alguma curiosidade, ontem deixei um comentário no Corta-Fitas a propósito da insinuação feita pelo Carlos Santos de que membros da família de um assessor do PM teriam subido na vida à custa de tachos.
Fi-lo porque, segundo uma regra básica que se aprende na escola, se queremos insultar o menino do lado, fazêmo-lo, mas deixamos a família dele em paz, e porque tenho andado tão deliciado com a narrativa escrita pelo Carlos Santos que, já agora, ia ver se era verdade e aquela família era uma tenebrosa rede de influências.
O comentário não foi publicado, porque explicava como eu, através de uma simples pesquisa por nome no Google, tinha chegado à conclusão de que aquilo que ele afirmava era mentira (tinha links e tudo).
Insinuava C. Santos que a mãe do assessor se tinha tornado Directora do CED D. Maria Pia durante o mandato Sócrates como recompensa por alguma coisa obscura (não sabia que ser director de uma escola pública era um cargo de nomeação política, mas pronto...).
Através da pesquisa por nome verifiquei que a senhora é professora de carreira, foi nomeada pelo Ministro David Justino (do PSD, portanto) Directora-Adjunta do Departamento de Educação Básica do Ministério da Educação, em 2002 - despacho 16384/2002- e se tornou mais tarde, ainda durante um governo PSD Directora do Colégio de Santa Clara da Casa Pia. Pelo vistos em 2006 ou 2007 passou para a direcção do CED D. Maria Pia.
Perguntei ao Carlos Santos que, face a esta ascensão na carreira ao longo de décadas de trabalho a senhora não seria, apenas, competente.
Quanto ao irmão do tal assessor, que, asseverava C. Santos teria tido uma ascensão meteórica por ser um boy do PS, a busca por nome do Google revelou que ele já era Director-Geral de Energia e Geologia no Governo PSD/PP.
Tudo isto com uma simples busca por nome.
A não publicação do meu comentário no blogue apenas serviu para provar que, não só o homem não está bem de cabeça -não acredito que um doutorado em Oxford não saiba fazer investigação tão básica quanto esta- e que aquilo é mesmo má-fé...
Faço tenções de deixar este comentário em vários blogues, pode ser que o C.Santos o leia num deles e caia na realidade...aquilo já mete nojo.
Deixei também um comentário no Corta-Fitas, mas duvido que publiquem.
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