
No momento em que Portugal toca no fundo e dificilmente pode descer mais baixo, o recém-eleito líder do PSD Pedro Passos Coelho ultrapassa o descredibilizado primeiro-ministro numa sondagem da Marktest. Pela primeira vez desde que José Sócrates se tornou secretário-geral do PS. Uma indiscutível façanha que já leva alguns dos seus apaniguados mais fiéis da blogosfera a embandeirarem em arco - como é o caso paradigmático do Vasco Campilho. Percebe-se a alegria mas convém não deitar foguetes antes da festa. Convém sobretudo não converter a festa numa exibição de arrogância em relação a lideranças anteriores do próprio partido. O argumento das sondagens como o das audiências televisivas não chega para governar o país e espera-se que o próximo primeiro-ministro não seja apenas uma Floribella política que ganha concursos de popularidade - Portugal precisa de muito mais que isso. Manuela Ferreira Leite teve razão antes de tempo mas não conquistou os votos. Passos Coelho pode ter intenções de voto mas espera-se que não perca a razão.