Quarta-feira, 25 de Novembro de 2009
José Sócrates é alvo de uma vasta e legítima suspeita. Ninguém confia excessivamente nele, para falar delicadamente. A corrupção grassa nas adjacências do Estado. Os órgãos de comunicação social são abarbatados pelo poder, que, de resto, anuncia ser vítima de "espionagem política". A justiça, nas pessoas de Noronha do Nascimento e Pinto Monteiro, confunde-se e confunde os cidadãos. Além disso, faz conjecturar subserviências e arbitrariedades sortidas, e, de caminho, vai perdendo o respeito que muito remotamente ainda inspirava. Os partidos estão no estado em que estão: o PSD, como uma tribo da Amazónia, vive em guerra endémica e delicia-se em introspecções autofágicas; e o PS está inteiramente dependente da sobrevivência de um primeiro-ministro ao qual indignamente se rendeu - e sobre o PS não é preciso dizer mais nada.
Paulo Tunhas
De vap a 25 de Novembro de 2009 às 16:43
"Ninguém confia excessivamente nele, para falar delicadamente."
Caríssimo, desculpe, mas (infelizmente) não posso concordar. Assisto, aliás, ao crescimento de uma franja de verdadeiros crentes que, talvez por algum vazio espiritual, vêm no sr. engenheiro o mártir dos tempos modernos.
vap
De mcorreia a 26 de Novembro de 2009 às 00:37
"Lamento mas estou com o PSD, ainda que o partido veja nisto mais uma oportunidade de atacar o inimigo do costume, e não lhe sejam devidas eternas vénias pela procura constante da verdade. Mas é certo que, jogo político à parte, também considero que a responsabilidade politica de nos provar que nada fez de mal deveria fazer com que o primeiro ministro não se escudasse atrás das formalidades jurídicas que o protegem. Porque de factos e verdades temos, por agora, muito poucos, e este é um deles: não é verdade que nas escutas não haja nada de mal ou grave; a única verdade é que nunca o saberemos.Os socialistas afirmam, bem alto, que a tramóia acabou.Calculo o alivio.Mas não acabou à luz daquela máxima jurídica:para além de qualquer dúvida."
"Como não sei do que se fala, enquanto cidadão, não posso "ilibar" o primeiro ministro da maléfica suspeita do caso das escutas."
Rodrigo G. Carvalho - TvMais
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