Terça-feira, 24 de Novembro de 2009
Há momentos na vida de um país em que é preciso pôr travões a fundo a quem manda. Para isso, é indispensável que os portugueses se insurjam. Portugal está na bancarrota e ninguém parece preocupado. Devia estar. A situação é dramática. Quando Vítor Constâncio vestiu ontem o casaco de assessor do Governo, antecipando mais impostos e avisando cortes nos salários, podia estar a dizer a verdade - mas não está a ser sério. Ou melhor, Constâncio é sério. O que não é sério é o responsável macroeconómico do país não se revoltar contra a política macroeconómica de Portugal.
Crescer impostos é uma afronta aos portugueses (mesmo que pareça inevitável) e ainda mais desconsiderante para cada um dos habitantes deste país é ouvir o Governo dizer que não vai subir impostos - quando o Governador sabe muito bem que Sócrates terá de o fazer.
Martim Avillez Figueiredo
I Parte
Neste regime desgovernado
por colossal improficiência
este Governador enfunado
dá cabo da nossa paciência.
Devidamente encasacado
com peles de governante
nesse seu estilo escacado
de verbosidade lancinante.
II Parte
As vozes prestimosas
há muito comprovadas,
com opiniões lastimosas
sobre políticas turvadas.
Agravando a factura
dos mais necessitados
destapa-se a fartura
daqueles mais abastados.
É tal a saturação
da carga tributária,
levando à sujeição
de forma sectária.
De Mastoideu a 24 de Novembro de 2009 às 13:18
Constâncio é um caso sério, sim, a fazer fretes aos seus camaradas.
De
jaa a 24 de Novembro de 2009 às 13:41
Pode ser impressão minha mas o Martim era bem mais optimista acerca da política económica de Sócrates nos editoriais anteriores às eleições legislativas. (Eu - só para deixar as coisas claras - há muito que não o sou.) O que é mudou em dois meses?
De Gândavo a 24 de Novembro de 2009 às 13:57
http://www.youtube.com/watch?v=iPzflSA7lRU
De Pedro a 24 de Novembro de 2009 às 14:43
E as 50 e tal que estão a ser cortadas no Principe Real?? As podas de esquerda são sempre mais toleradas do que os cortes da direita...
De Luísa a 25 de Novembro de 2009 às 15:01
Eu insurjo-me já, mas digam-me, por favor, como... :-)
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