O nosso problema é maior do que o ego e as previsões falhadas de Teixeira dos Santos: é o futuro do país que assusta. Os números da OCDE prometem o pior: criar emprego - emprego verdadeiro, não público - vai ser quase impossível nos próximos anos. Até 2017 o saldo real será irrelevante, o que significa que vamos ter de nos habituar a sobreviver com taxas de desemprego esmagadoras. Não se pode dizer que ontem tenhamos conhecido a face oculta da economia. Já éramos sucata antes disso. O problema é que agora não há depois. O Estado não precisa só de banda gástrica. Precisa de um colete de forças: está louco. Louco e falido.