O verdadeiro escândalo não advém do estatuto de arguido de Vara (com a nossa justiça, até Afonso Costa se arrisca a ser arguido). O verdadeiro escândalo é este: o governo de Sócrates não devia ter colocado Vara na administração da CGD, e o Banco de Portugal devia ter reagido a essa nomeação. Não interessa aqui a - hipotética - corrupção de Vara. O homem é inocente até prova em contrário, e quem tem o fardo da prova é o Ministério Público. O que interessa aqui é a 'corrupção institucional' disto tudo.