Gabriela Canavilhas é pianista e ocupa há dez anos cargos de nomeação política, primeiro como assessora da Direcção Regional da Cultura dos Açores, depois como directora da Orquestra Metropolitana de Lisboa, por fim como responsável pela cultura no governo açoriano, lugar que trocou agora pelo Palácio da Ajuda. A ascensão no funcionalismo socialista não a impediu, ao mesmo tempo, de desenvolver uma intensa actividade como programadora musical em festivais e na rádio. Em suma, é uma gestora que pertence ao meio artístico. Encaixa bem no retrato de ministro de Sócrates, versão minoritária: vem para pacificar a corporação que tutela, no caso os artistas, mas também para mostrar obra. O PS continua a sonhar com uma reedição de Carrilho.