O Bruno Alves diz que não tenho razão e que, infelizmente, Sócrates e o PS não ficam reféns do parlamento. Vale a pena ler as razões dele e do Miguel Morgado. Há um ponto que julgo não comprovar ambas as teses: é que, ao contrário do que escrevem, as direcções partidárias residem hoje no parlamento, é lá que tudo se vai passar. Pelo menos para já, enquanto Manuela Ferreira Leite continuar a ser a líder do PSD. Ou seja, é no parlamento que têm de provar o que valem - e vai ser difícil esconderem supostos acordos secretos. Quanto escrevo que José Sócrates e o PS são reféns de um parlamento pulverizado, digo-o porque dialogar com as oposições contraria a verdadeira natureza de José Sócrates e deste PS (ler O Verdadeiro Sócrates Acabou, de Ana Sá Lopes). Para além disso, concordo com o Adolfo Mesquita Nunes: o PSD é o partido que mais facilmente poderá fazer acordos com o PS, como já fez no passado, a não ser que tenha mudado.