Ideias-chave defendidas ontem por António Carrapatoso, Vodafone, num jantar-debate em Lisboa:
- O mercado português de telecomunicações vai ficar estagnado até 2011 (valia 6,36 mil milhões em 2007, vai valer 6,33 mil milhões em 2011)
- Tal sucederá porque as telecomunicações em Portugal já representam 4,3% do PIB, contra a média UE de 2,9%.
- As redes de nova geração vão abrir caminho a um novo monopólio, pois apenas a PT tem “bagagem” para lançar a infra-estrutura sozinha. (Vide o que se passou com a rede de cabo).
- A Vodafone defende a criação de uma única rede de nova geração, à qual os operadores compravam serviços para oferecer aos clientes.
- O e-escolas já deu 100M€ de facturação às operadoras móveis, e vai dar cada vez mais.
- A PT tem 49,2% do mercado, contra os 21% da Vodafone e 13,7% da Sonaecom.
- Vodafone vai lançar uma oferta de televisão no terceiro trimestre. (Investimento inferior a 20 milhões)
- Até lá, António Carrapatoso deverá abandonar a presidência da operadora móvel. “Terão que existir condições particulares para que se justifique manter funções executivas”, “18 anos à frente de uma empresa já é bastante apreciável” e “para bom entendedor meia-palavra basta”, foram os “vivos” que deixou à imprensa depois do jantar.
Os caminhos futuros talvez levem Carrapatoso à política – “O Estado continua a deter participação e intervenção em empresas, será isso compatível com o tipo de sociedade que queremos?” –, onde o seu jeito natural para a oratória seria recebido com muito agrado por um certo partido.
{Filipe Paiva Cardoso}