Sexta-feira, 20 de Março de 2009

O QUE IGREJA DIZ E O QUE NÃO DIZ SOBRE PRESERVATIVO

Presidente dos médicos católicos esclarece o debate

 

BARCELONA, quinta-feira, 19 de Março de 2009 (ZENIT.org).- Ao ler os jornais, dá a impressão de que a Igreja diz que, se uma pessoa vai ter relações com uma prostituta, não deve utilizar o preservativo, reconhece o presidente da associação dos médicos católicos do mundo.

José Maria Simón Castellví ilustra com este exemplo a superficialidade com que alguns meios de comunicação informaram sobre as palavras de Bento XVI nesta terça-feira, a bordo do avião que o levava a Camarões, quando esclareceu que o preservativo não é a solução para a SIDA.

«A Igreja defende a fidelidade, a abstinência e a monogamia como as melhores armas», indica o presidente da Federação Internacional de Médicos Católicos (FIAMC) em uma declaração concedida à Zenit.

Contudo, os media e inclusive alguns representantes políticos acusaram a Igreja de promover a SIDA na África. Obviamente, esclarece o médico, a Igreja não está a dizer que se pode manter todo tipo de relações sexuais promíscuas, desde que não se utilize o preservativo.


O Dr. Simón explica que, para entender o que a Igreja diz sobre o preservativo, é necessário compreender o que é o amor, como explicou o próprio Papa aos jornalistas, apesar de que essa parte de sua conversa foi censurada pela maior parte dos meios de comunicação.

«O preservativo é uma barreira, mas uma barreira com limites que muitas vezes falham. Especialmente em jovens pode ser contraproducente no que diz respeito à transmissão do vírus», acrescenta.

«Os médicos católicos estão a favor do conhecimento científico – declara. Não dizemos as coisas só por motivos ideológicos. Da mesma maneira que admitimos que um adultério de pensamento não transmite nenhum vírus mas é algo que está mal, temos de ddizer que os preservativos têm seus perigos. Barreiras limitadas

O médico ilustra a posição da Igreja usando um caso histórico, recolhido por meios informativos.

Em Yaoundé, em 1993, aconteceu a VII Reunião Internacional sobre a SIDA com especialistas médicos e de saúde. Foi uma reunião em que participaram cerca de 300 congressistas, e se distribuiu no final um questionário para que se indicasse, entre outras coisas, se se tinham tido relações sexuais durante os três dias que durou a reunião, com pessoas que não fossem parceiros estáveis.

Dos pesquisados, 28% responderam que sim, e destes, 30% disseram que não tinham tomado qualquer «precaução» para evitar contágios.

«Se isso ocorre entre pessoas ‘consciencializadas’, o que acontecerá com as as pessoas normais?», pergunta.

Fonte. zenit.org


Paulo Pinto Mascarenhas
20 Mar 09 | link do post | comentar

2 comentários:
De Francisco a 20 de Março de 2009 às 12:15
Parece interessante o site zenit.org. Não conhecia, obrigado pela dica. Quanto às declarações de Bento XVI já tinha ido ver no site do Vaticano a entrevista completa.

Espero que o i consiga trazer informação de qualidade e confiança. Realçando-se assim do que já existe. Faz muita falta.


De JFM a 20 de Março de 2009 às 12:29
"essa parte de sua conversa foi censurada pela maior parte dos meios de comunicação"???

Mas os meios de comunicação não são livres de escolher que notícias (ou partes delas) emitem ou não emitem? Ou para SS também se aplica aquela ideia de MFL de não poderem ser os jornalistas a escolher o que publicar/emitir?


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