AS 5 COISAS QUE MAIS GOSTO EM ZURIQUE

1. O Lago

O Lago (ou "banana" como lhe chamam os suíços) é o mote de Zurique. Tudo acontece à volta do Lago, seja qual for a estação do ano. E é também a minha inspiração e fonte de recarga de energias. Seja através de uma corrida a acompanhar o seu percurso; uma tarde passada numa esplanada a ouvir tocar os músicos que todos os domingos tocam nas suas margens ou um mergulho nas suas águas geladas nos meses de calor.

 

2. Andar a pé sem destino na parte antiga da cidade 

Adoro percorrer sem rumo as ruas estreitas da parte antiga da cidade (Niederdorf) e explorar todos os seus encantos, passando por galerias de arte, igrejas, fontes, restaurantes, cafés e bares. Os meus passos vão seguindo o meu olhar e este vai tirando fotografias a tudo o que consegue captar para armazenar na memória. Nestas ruas não há trânsito que não seja o pedonal e outro ruído para além do som da água a correr nas fontes, dos sinos das igrejas a tocar de hora em hora e das conversas em várias línguas que se cruzam e misturam numa linguagem universal.

 

3. Escalar a montanha Üetliberg ao fim do dia e ver a vista sobre a cidade

Do topo de Üetliberg temos a melhor vista sobre o Lago e a cidade de Zurique. Subi a primeira vez esta montanha com uma amiga suíça que, orgulhosa, me mostrava um dos maiores tesouros da cidade. Enquanto escalávamos a montanha, fiquei surpreendida com a quantidade infindável de suíços de todas as idades que nos acompanhavam - e até ultrapassavam! - nesta escalada. Fiquei a saber que, para os suíços, a antena que está no cimo desta montanha e que se vê de toda a cidade serve de ponto de orientação para os suíços quando estes estão perdidos. Esta passou também a ser a minha bússola na cidade.

 

4. Um copo em Langstrasse 

Conhecido como o Bairro Vermelho de Zurique com as suas ruas patrulhadas por polícia e traficantes de droga e as janelas decoradas por prostitutas "enjauladas" em prédios de casas de strip ou lojas eróticas, a Langstrasse é estranhamente também um lugar limpo e seguro. É neste bairro que se encontram os boémios,  intelectuais e "fashion-victims" para beber um copo, escrever e para ver e ser vistos nos bares mais na moda em Zurique. Eu vou também, mais para ver do que para ser vista: como uma espectadora a assistir a um filme do qual não faço (ainda) parte.

 

5. Um chá no Café Dihei 

Não apenas o nome deste esconderijo em Zurique significa casa, como o interior deste café me faz sentir em casa. A decoração retrô e romântica, com as suas mesas de costura, cadeiras clássicas, bules e chávenas surrealistas - e as paredes forradas com papel floral dos anos 70 -, faz-me recuar no tempo e viver, enquanto lá estou, num mundo quase imaginário. É o meu porto de abrigo sempre que preciso de inspiração para escrever, concentração para ler ou apenas de paz para pensar. 

 

[Mariana Abreu Lima, em Zurique, Suíça]

Paulo Pinto Mascarenhas às 09:08 | link do post | comentar