O conceito de GNP (Gross National Happiness), defendido por Matthieu Ricard em Davos, não considera critérios exclusivamente económicos ou tecnocráticos quanto aos indicadores necessários que devem servir de base à formulação de políticas públicas. A discussão política e económica centra-se, hoje em dia, em muitos números, défices e ratings. Mas quando poderemos nós (cidadãos e classe política) considerar também outros indicadores que poderão servir para melhorar o nosso bem-estar e felicidade?
Se nos lembrarmos que Jorge Silva Carvalho foi nomeado director do SIED no auge do socratismo, em 2008, quebrando-se aliás uma tradição de só serem nomeados diplomatas para o posto, talvez se possa voltar a reler o que se passou no célebre caso das escutas de Belém, em que, mais uma vez, se procurou ridicularizar o Presidente da República, numa campanha sem precedentes, que inclui a publicação de alegados emails privados de um jornalista do "Público" em que era envolvido o nome de Fernando Lima. Hoje, no CM, o antigo assessor de imprensa do Presidente da República, uma das vítimas directas do caso, não se surpreende, bem pelo contrário, que o seu nome e o de outros "homens do Presidente" estejam nas fichas da famosa lista de contactos do telemóvel de Silva Carvalho. A história talvez precise de voltar a ser investigada.
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A "estrelinha" de campeão também não é má, mas prefiro a garra do Rodrigo. Merece ser campeão - e sempre era uma alegria para mais de 6 milhões de portugueses no meio da depressão política e económica em que vamos sobrevivendo.
A não perder o texto do JCD, sobre os erros factuais de Miguel Sousa Tavares. Através do Nuno Gouveia.
A ideia de lançar Carvalho da Silva como possível candidato à Presidência da República em 2016 só pode ter partido de Marcelo Rebelo de Sousa. Seria a melhor forma de dividir o eleitorado de esquerda.
Como escrevi na sexta-feira, o acordo de Alberto João Jardim com o Governo da República é o princípio do fim da carreira política do presidente da Madeira. Os sucessores internos no PSD não tardarão a aparecer. É o caso de Miguel de Albuquerque, o popular presidente da Câmara do Funchal, que hoje no CM já fala de um novo ciclo político.

A caminho da escola de música de uma das minhas filhas, enquanto fazemos zapping entre a RFM, a Comercial ou a Rádio Cidade dela e a minha Marginal, Antena 1 ou Renascença para as notícias, apanho com dois sujeitos - um supostamente de direita e outro supostamente de esquerda - a perorarem noutra estação sobre o futuro sombrio de Portugal que descobriram, ambos, desde que Sócrates cedeu o poder a Passos Coelho. Um deles, não sei qual porque as ideias como as vozes se confundem, fala de "deslumbramento ideológico" da actual maioria - como se a ideologia fosse uma coisa horrorosa - e avisa para a tragédia que aí vem. O outro concorda e diz mais: que só vêm aí desgraças e tenta ridicularizar os membros do governo. Mudo de posto, mas constato que uma rádio supostamente de informação imparcial, que devia ouvir pelo menos as duas partes, chama debate ao que é uma espécie de Dupont e Dupond, um verdadeiro Abbott & Costello do comentadorismo político.

Clique na imagem para ler melhor.
Separadas à nascença, bem apanhado pelo Rodrigo Moita de Deus:
Luísa Ramos Dirigente do PCP de Almada e Luísa Ramos Presidente da Comissão de Utentes de transportes da margem sul e Luísa Ramos do movimento de utentes dos serviços públicos e Luísa Ramos da Comissão de Trabalhadores da TAP.
Jardim mandou dizer aos jornalistas que "o acordo é duro mas exequível" e que "vai ser uma corrida de obstáculos. Daqui a quatro anos, vamos ver se é a República que ganha ou a Madeira". A imagem da corrida de obstáculos não deixa de ter alguma correspondência com a realidade. O problema é que o maior obstáculo de Jardim é o próprio Jardim. Convém que a Madeira não tropece antes da meta.
Bruxelas abre processo a Portugal e mais 12 países por crueldade animal. As galinhas é que temos de tratar melhor.
No final do primeiro semestre de 2011, o défice nacional atingiu cerca de 70% do total estimado para o total do ano.
O índice da liberdade de imprensa publicado pela instituição "Reporters without borders" mostra que Portugal subiu da 40º posição em 2010, para a 33º em 2011. Presume-se que esta mudança implique a ida de pseudo-engenheiros semi-autocráticos para Paris. Porém países como a Namíbia, a Jamaica, Cabo Verde ou a Costa Rica estão à frente de Portugal neste domínio. Mas se recuarmos ao ano de 2002, Portugal estava no 7º lugar deste índice, a par dos "imaculado-democráticos" paises nórdicos. E logo em 2003 subiu para o 28º lugar. Estatísticas e rankings são apenas isso, porém ajudam a formar imagens, percepções, ou até o branding de determinados países ou a qualidade de certas democracias, incluindo Portugal...
Sábado, 15 de Janeiro de 1994 - Mário Soares é apupado ao inaugurar, junto a Torre de Belém, um monumento aos combatentes do Ultramar.
Isto numa "googlagem" rápida.
Ainda através do Paulo Querido, leio que há quem diga que Cavaco Silva foi o primeiro Presidente da República a ser vaiado na "história da democracia portuguesa". Não sei se "insultado por populares" pode ser considerado diferente de "vaiado", mas bastaria "googlarem" - para utilizar a linguagem de Querido - o nome de outros presidentes da república para descobrirem, por acaso num artigo de arquivo do Diário de Notícias, de 2006, que a "RTP retirou da emissão insultos a Jorge Sampaio". Mais concretamente, que a jornalista da RTP Maria João Barros terá recebido "instruções de coordenadores da RTPN para não difundir imagens que mostravam os populares de Canas de Senhorim a bater palmas e a chamar mentiroso ao Presidente da República." E ainda: "A jornalista que acompanhava o Presidente fez um directo às 10.00 para a RTPN que terminava com uma manifestação dos populares apupando Sampaio." Podemos dizer então que Cavaco foi o segundo PR a ser vaiado na "história da democracia portuguesa"? Parece-me que sim, mas ainda não "googlei" os nomes de Costa Gomes, Ramalho Eanes e Mário Soares...
Os meus rendimentos não chegam para as despesas. Será que o Paulo Querido podia organizar uma colecta - ou uma modernérrima 'Flash Mob' - com o título "Traz uma moeda ao Mascarenhas" e entregar-me depois à porta de minha casa como fez ao PR? Aceita-se também transferência bancária.
Depois de décadas a fio de vacas gordas se verá como resiste Alberto João Jardim às vacas magras. O acordo que vai ser assinado amanhã - será? - é o princípio do fim de Jardim à frente dos destinos da Madeira. Procuram-se sucessores.
José Sócrates é o verdadeiro Francesco Schettino português. Ambos abandonaram o navio depois de o terem afundado. As gaffes portuguesas de Cavaco Silva são inofensivas comparadas com o silêncio francês de Sócrates.
Começou a campanha presidencial nos Estados Unidos. RT @BarackObama: Stand with President Obama for an America built to last: http://OFA.BO/3Bfuox
O fim da crónica de Pedro Rosa Mendes na Antena 1 parece ser mais um episódio preocupante para as liberdades de expressão e de imprensa em Portugal. É verdade que a administração da RDP diz desconhecer a história e que a direcção de informação acrescenta que a série de crónicas de Rosa Mendes e de outros colaboradores nas mesmas condições iria terminar no final deste mês de Janeiro. Mas isso não chega para me sossegar, como nunca me sossegaram as explicações para episódios semelhantes ou muito mais graves de tentativa de controlo e silenciamento de meios de comunicação social durante os últimos seis anos de Governo Sócrates. Ao contrário do que acontece com alguns recém-chegados que sempre estiveram calados e que até tentaram ridicularizar - a velha arma da propaganda socrática, apoiada pelos habituais palhaços e comensais de serviço - quem denunciou e se revoltou contra as interferências do anterior Governo. Sejam bem-vindos, por isso, à defesa da liberdade de imprensa em Portugal.
Há quem prefira o silêncio francês de Sócrates. Prefiro as gaffes portuguesas de Cavaco.
A "tarifa" prevista no célebre projecto de lei 118/XII ou Lei da Cópia Privada vai direitinha para as mãos da Sociedade Portuguesa de Autores. Ao consultar o célebre projecto de lei 118 ou 'Lei da Cópia Privada', reparo que Inês de Medeiros é a segunda subscritora do mesmo, logo a seguir a Maria Gabriela Canavilhas. Desconheço se há aqui alguma incompatibilidade legal, mas não posso deixar de notar que Inês de Medeiros é filha de António Victorino de Almeida, curiosamente membro da actual direcção da SPA. Compreende-se que a SPA se congratule com tudo isto. E o parlamento também? E todos nós?
Cavaco Silva teve de explicar o que quis dizer antes quando falou que o valor das suas pensões não chegavam para as despesas. É pior a emenda que o soneto. A explicação de Cavaco não explica o que todos agora querem realmente saber: quando ganha afinal o Presidente? É triste, porque o mais alto magistrado da nação é um dos políticos em Portugal que merecia ser bem pago, até porque prestou inegáveis serviços ao País, nomeadamente ao dizer as verdades que José Sócrates tentou esconder dos portugueses.
Na foto: Gabriela Ventura - dirigente do Ministério da Agricultura, gestora do PRODER, numa sessão pública de esclarecimento.
Só faltou um bocadinho para os agricultores ficarem melhor esclarecidos ...
Adenda:A nova gestora do Programa de Desenvolvimento Regional também já fez algumas incursões pela política, nomeadamente na lista de António Costa, candidata à Câmara de Lisboa em 2007. Era sétima na lista e, por isso, não chegou a ser eleita.
"Francisco Pinto Balsemão sabe, certamente, que há por aí muita insinuação acerca da sua vida, nas suas múltiplas facetas, não sabe?"
No blogue dos corporacães, que têm uns idiotas chapados que os elogiam e que até são - os idiotas chapados - assalariados de Balsemão.