A realidade portuguesa nos últimos 39 anos observou profundas mudanças com consideráveis implicações económicas. Portugal passou de um império colonial para um pequeno rectângulo territorial (embora com um vasto espaço marítimo) no ocidente europeu. Portugal transitou de um regime ditatorial para uma alternativa democrática estatizante e esquerdizante, pouco transparente e onde o clientelismo e a corrupção abundam. Portugal, assim como o Reino Unido, sempre foi um país atlântico, nunca um país europeu. Mas Portugal decidiu virar as costas ao Atlântico, a sua tradicional vertente diplomática, e cegamente seguiu uma alternativa europeia.
Portugal decide ter comentadores políticos que raramente analisam estes problemas mas frequentemente ocupam o seu espaço mediático para prosseguir os seus próprios interesses.
Portugal decidiu-se recentemente por uma constitucionalidade afastada da realidade e por opções políticas sem inovação e criatividade.
Pergunto-me se seria possível optar voluntariamente por não receber mais o subsídio de férias e de natal e em troca os nossos filhos poderem prosseguir os seus estudos até ao nível do doutoramento sem gastar nem um cêntimo? Será que optar voluntariamente por não receber o subsídio de férias ou de natal é inconstitucional?
Thomas Jefferson disse que "Conhecimento é poder", porém em Portugal não existe a procura pelo poder da comunidade nacional, ao invés continuamos numa "guerra civil" entre os interesses instalados e aqueles por se instalar...